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Notificação de infecções pelo vĂ­rus Linfotrópico de CĂ©lulas T Humanas (HTLV) em gestantes, passa a ser compulsória

Infecções pelo vĂ­rus Linfotrópico de CĂ©lulas T Humanas (HTLV) em gestantes, parturientes, puĂ©rperas e crianças expostas ao risco de transmissão vertical passaram a ser de notificação compulsória no Brasil.

Por Redação Agência Brasil em 19/02/2024 às 18:39:17

Infecções pelo vĂ­rus Linfotrópico de Células T Humanas (HTLV) em gestantes, parturientes, puérperas e crianças expostas ao risco de transmissão vertical passaram a ser de notificação compulsória no Brasil. Isso significa que profissionais de saĂșde de serviços pĂșblico e privado devem comunicar obrigatoriamente os casos ao Ministério da SaĂșde.

Em nota, a pasta informou que a inclusão do HTLV na lista nacional de notificação compulsória de doenças, agravos e eventos de saĂșde pĂșblica permite estimar o nĂșmero de pessoas com o vĂ­rus e a quantidade de insumos necessĂĄrios, além de qualificar a rede de atenção para atendimento dessa população.

O próximo passo, de acordo com o Ministério, é a definição – entre entes federal, estaduais e municipais – do rastreamento universal de gestantes e testes confirmatórios, conforme aprovação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de SaĂșde (Conitec) este ano.

"Além disso, serão realizadas as definições dos casos e instrumentos para notificação; a qualificação das equipes de vigilância epidemiológica municipais e estaduais; o estabelecimento do fluxo de notificação; e o monitoramento dos casos", completou a pasta.

VĂ­rus

O HTLV, da mesma famĂ­lia do HIV, foi descoberto na década de 1980. O vĂ­rus infecta principalmente as células do sistema imunológico e possui a capacidade de fazer com que percam sua função de defender o organismo.

A infecção estĂĄ associada a doenças inflamatórias crônicas como leucemia, linfoma de células T do adulto (ATLL) e mielopatia associada ao HTLV-1 (HAM). Outras manifestações como a dermatite infecciosa, uveĂ­te, sĂ­ndrome de sicca, ceratite intersticial, sĂ­ndrome de Sjögren, tireoidite de Hashimoto, miosite e artrite, embora de menor gravidade, também são associadas ao vĂ­rus.

O tratamento é direcionado de acordo com a doença relacionada ao HTLV. O paciente deve ser acompanhado nos serviços de saĂșde e, quando necessĂĄrio, receber seguimento em serviços especializados para diagnóstico e tratamento precoce de doenças associadas ao vĂ­rus.

NĂșmeros

A estimativa do governo federal é que mais de 800 mil pessoas estejam infectadas pelo HTLV no Brasil. O vĂ­rus pode ser transmitido durante relações sexuais sem o uso de preservativo e pelo compartilhamento de seringas e agulhas.

O HTLV também pode ser transmitido verticalmente, de mãe para filho, sobretudo via amamentação e, de forma mais rara, durante a gestação e no momento do parto.

O ministério tem como meta eliminar a transmissão vertical do HTLV até 2030, objetivo alinhado às diretrizes da Organização Mundial de SaĂșde (OMS), da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização Pan-Americana da SaĂșde (Opas).


Fonte: AgĂȘncia Brasil

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