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Institutos federais pedem R$ 1 bilhão para alimentação de estudantes

Reitores de institutos federais, Cefets e do Col√©gio Pedro II estão recorrendo ao Congresso Nacional para obter uma recomposição orçament√°ria no Orçamento de 2025 em favor da rede de ensino t√©cnico do pa√≠s, que tem atualmente 1,5 milhão de estudantes matriculados, sendo mais de 85% oriundos de fam√≠lias de baixa renda, que ganham at√© dois sal√°rios m√≠nimos por m√™s.

Por Redação Agência Brasil em 10/07/2024 às 19:15:45

Reitores de institutos federais, Cefets e do Colégio Pedro II estão recorrendo ao Congresso Nacional para obter uma recomposição orçament√°ria no Orçamento de 2025 em favor da rede de ensino técnico do pa√≠s, que tem atualmente 1,5 milhão de estudantes matriculados, sendo mais de 85% oriundos de fam√≠lias de baixa renda, que ganham até dois sal√°rios m√≠nimos por m√™s. Desse total, 60% são mulheres e 54% são negros, segundo dados da Plataforma Nilo Peçanha, do Ministério da Educação (MEC).

"Os institutos federais t√™m essa estrutura de excel√™ncia, ela é p√ļblica para todos, mas principalmente para aqueles jovens e adultos que não tiveram oportunidade, e não t√™m oportunidade em outras estruturas. Para que tenhamos √™xito, precisamos de recursos que vão viabilizar a perman√™ncia desse jovem l√°. Nós estamos elegendo uma grande bandeira para 2025, que é a alimentação escolar, que demanda um aporte de R$ 1,1 bilhão. Nossos estudantes não aprendem com fome e a nossa grande luta é para que todos os alunos recebam pelo menos uma refeição quente durante o dia nas unidades de ensino", disse Elias Monteiro, presidente do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Cient√≠fica e Tecnológica (Conif), entidade que re√ļne os dirigentes dos institutos.

O orçamento do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) destinado aos institutos federais este ano foi de R$ 55 milhões e deve beneficiar quase 357 mil estudantes em todo o pa√≠s. O montante, no entanto, é considerado muito insuficiente e destinado exclusivamente à aquisição de alimentos, e não para o seu preparo nas cozinhas das unidades.

Elias Monteiro liderou um grupo de 30 reitores na terceira Marcha de Dirigentes dos Institutos Federais por mais Orçamento para a Rede de Ensino, nesta quarta-feira. Durante a tarde, eles percorreram gabinetes e se reuniram com lideranças parlamentares em busca de emendas suplementares ou para negociar que não haja cortes no Projeto de Lei Orçament√°ria (Ploa) do ano que vem, que ser√° analisado pelo Legislativo no próximo semestre.

"O principal mote dessa marcha é conscientizar e comprometer, e chamar para a responsabilidade, também o Poder Legislativo, para que tenhamos um orçamento robusto e que realmente venha ao encontro das nossas necessidades, porque o orçamento da rede, desde de 2016, só vem em movimento de decréscimo", apontou Elias Monteiro.

A situação geral ainda é considerada cr√≠tica. De acordo com levantamento realizado pelo Fórum de Planejamento do Conif (), as 41 instituições vinculadas à entidade dispunham de um orçamento de R$ 3,6 bilhões em 2015. Neste ano, o montante destinado ao custeio de manutenção, limpeza, energia e pagamento de terceirizados foi de R$ 2,5 bilhões. Esse volume contrasta ainda com o n√ļmero de matr√≠culas ter sa√≠do de 512 mil, h√° 9 anos, para os atuais 857 mil alunos matriculados.

O n√ļmero de unidades acad√™micas nas instituições também cresceu. Em 2015, eram 528, e hoje são 633, com a expectativa de o governo federal inaugurar mais 100 unidades até 2027, conforme an√ļncio do presidente Luiz In√°cio Lula da Silva, em março deste ano.

Em toda rede federal, atualmente, são oferecidos 5,3 mil cursos técnicos e 2,4 mil cursos de graduação, em 578 munic√≠pios. Ao todo, calculam os reitores, a rede tem necessidade de um orçamento de pelo menos R$ 4,7 bilhões para garantir seu funcionamento no próximo ano.

"Nossos estudantes são muito carentes e a falta de verba contribui para a evasão escolar", alertou Elias Monteiro, que também é reitor do IF Goiano.

Além de pedir suplementação orçament√°ria do MEC, o dirigente espera que parlamentares possam apoiar a rede com destinação de emendas parlamentares, cujo volume vem se ampliando ao longo dos √ļltimos anos.

Novo PAC

Em junho, o governo federal anunciou que vai investir em melhorias na infraestrutura de todas universidades e institutos, com R$ 3,17 bilhões; hospitais universit√°rios com R$ 1,75 bilhão, e na criação de dez novos campi nas cinco regiões do pa√≠s, com R$ 600 milhões. O total é de R$ 5,5 bilhões do novo PAC.

Também em junho, o governo assinou acordos com entidades representativas de professores e de técnicos administrativos das universidades p√ļblicas e institutos federais de educação, pondo fim à uma greve que durou mais de 70 dias em todo o pa√≠s.



Fonte: Agência Brasil

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