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A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico [OCDE] avalia pensamento criativo de estudantes em 64 pa√≠ses

Partindo do princ√≠pio de que o pensamento criativo √© importante para ajudar jovens estudantes a se adaptarem a um mundo de mudanças cada vez mais r√°pidas, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico [OCDE] dedicou um dos volumes de pesquisas do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) ao tema "Mentes criativas e escolas criativas".

Por Redação Agência Brasil em 18/06/2024 às 22:35:26

Partindo do princ√≠pio de que o pensamento criativo é importante para ajudar jovens estudantes a se adaptarem a um mundo de mudanças cada vez mais r√°pidas, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico [OCDE] dedicou um dos volumes de pesquisas do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) ao tema "Mentes criativas e escolas criativas".

A proposta é identificar as localidades que apresentam melhores resultados, no sentido de associar pensamento criativo aos curr√≠culos escolares. Dessa forma, o estudo v√™ a formação de cidadãos com capacidade de "pensar fora da caixa em diferentes contextos de tarefas" - em outras palavras, ter "compet√™ncia para se envolver produtivamente na geração, avaliação e aprimoramento de ideias que possam resultar em soluções originais e eficazes, avanços no conhecimento e expressões impactantes da imaginação".

Singapura apresenta estudantes com melhor desempenho em termos de pensamento criativo, em um ranking de 64 pa√≠ses. Elaborado em 2024 pela OCDE, tendo por base dados obtidos no Pisa 2022, esse ranking avaliou a capacidade dos alunos de 15 anos de pensar criativamente, com compet√™ncia para se envolver na geração, avaliação e aprimoramento de ideias originais e diversas.

O pa√≠s l√≠der do ranking obteve 41 pontos, enquanto a média nos pa√≠ses da OCDE ficou em 33. No patamar acima da média estão também Coreia e Canad√° (ambos com 38 pontos), seguidos de Austr√°lia (37); Nova Zelândia, Estônia e Finlândia (36); Dinamarca, Letônia e Bélgica (35); Polônia e Portugal (34 pontos).

Brasil

Com 23 pontos, na 49¬™ posição, o Brasil est√° "entre os pa√≠ses que apresentaram resultado significativamente abaixo da média da OCDE", explicou o diretor de Educação e Compet√™ncias, da OCDE, Andreas Schleicher, durante a divulgação do levantamento pela entidade.

De acordo com a OCDE, o Brasil integra um grupo de pa√≠ses em condições bastante similares, entre as posições 44 e 53 do ranking. Para a organização, h√° "grande lacuna de desempenho no pensamento criativo" entre os pa√≠ses que apresentaram os melhores e os piores desempenhos.

Para se ter uma ideia, 97 em cada 100 alunos nos cinco melhores pa√≠ses com melhor classificação tiveram desempenho acima da média dos alunos nos cinco com pior resultado, destacou a OCDE referindo-se à Albânia, às Filipinas, ao Uzbequistão, Marrocos e à Rep√ļblica Dominicana – que obtiveram entre 13 e 15 pontos no levantamento.

Segundo a pesquisa, em média, nos pa√≠ses da OCDE, cerca de um em cada dois estudantes consegue pensar em ideias originais e diversas em tarefas simples de imaginação ou em situações de resolução de problemas cotidianos.

"Em Singapura, Letônia, Coreia, Dinamarca, Estônia, Canad√° e Austr√°lia, mais de 88% dos estudantes demonstraram n√≠vel b√°sico de profici√™ncia em pensamento criativo, o que significa que eles podem ter ideias para uma série de tarefas e começar a sugerir ideias originais para problemas familiares", detalha o estudo ao acrescentar que a média da OCDE é de 78%.

Nos 20 países e economias que apresentam baixo desempenho, menos de 50% dos estudantes atingiram esse nível básico.

"Percebemos que a excel√™ncia acad√™mica não é pré-requisito para a excel√™ncia no pensamento criativo", acrescentou Schleicher. De acordo com a pesquisa, aproximadamente metade dos alunos com melhor desempenho em pensamento criativo, teve desempenho de alto n√≠vel em matem√°tica.

G√™nero e condições socioeconômicas

O levantamento revelou ainda diferenças de desempenho quando a comparação é por g√™nero. "As garotas são mais fortes em termos de pensamento criativo do que os garotos. Isso provavelmente se explica pelo fato de terem mais h√°bito de leitura", disse o diretor da OCDE.

"Em nenhum pa√≠s ou economia os meninos superaram as meninas em pensamento criativo, com as meninas marcando 3 pontos a mais em pensamento criativo, em média, em toda a OCDE. A disparidade de g√™nero é significativa em todos os pa√≠ses/economias, após contabilizado o desempenho em matem√°tica e em cerca de metade deles, mesmo depois de contabilizar o desempenho de leitura dos alunos".

"As diferenças de g√™nero e socioeconômicas no desempenho persistem em todos os tipos de tarefas. Meninas se apresentaram particularmente melhor do que os meninos em trabalhos de expressão escrita e naquelas que exigem que eles desenvolvam as ideias dos outros. As diferenças socioeconômicas no desempenho são maiores no dom√≠nio da expressão escrita", acrescenta a pesquisa.

Alunos em melhores condições socioeconômicas também apresentaram melhor desempenho no pensamento criativo. Os mais favorecidos obtiveram pontuação média de cerca de 9,5 pontos acima da obtida pelos menos favorecidos em toda a OCDE. "Em geral, a força da associação entre n√≠vel socioeconômico e desempenho é mais fraca no pensamento criativo do que em matem√°tica, leitura e ci√™ncias", complementou.

Ambiente escolar

Segundo a OCDE, um fator que pode fazer diferença nas escolas é o uso da pedagogia em salas de aula. Nos pa√≠ses da OCDE, entre 60% e 70% dos estudantes relatam que, além de valorizar a criatividade, seus professores os incentivam a apresentar respostas originais e dão oportunidades para expressar as suas ideias na escola.

Esses alunos obtiveram notas um pouco mais altas do que seus pares no pensamento criativo, mesmo depois de levar em conta suas características e as da escola e seus desempenho em matemática e leitura.

O estudo também constatou que a participação regular (pelo menos uma vez por semana) de estudantes em atividades como artes, teatro, redação criativa ou aulas de programação resulta em melhor desempenho no pensamento criativo.



Fonte: Agência Brasil

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