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Dia de conscientização alerta sobre preconceito contra albinismo

Ainda cercado por muitos tabus e preconceitos, o albinismo, condição gen√©tica na qual o indiv√≠duo apresenta aus√™ncia total ou parcial da melanina, pigmento natural respons√°vel pela coloração dos olhos, pele e cabelo, est√° presente em cerca de 21 mil brasileiros, segundo dados da Secretaria de Atenção Prim√°ria à Sa√ļde (Saps).

Por Redação Agência Brasil em 13/06/2024 às 21:04:41

Ainda cercado por muitos tabus e preconceitos, o albinismo, condição genética na qual o indiv√≠duo apresenta aus√™ncia total ou parcial da melanina, pigmento natural respons√°vel pela coloração dos olhos, pele e cabelo, est√° presente em cerca de 21 mil brasileiros, segundo dados da Secretaria de Atenção Prim√°ria à Sa√ļde (Saps). Institu√≠do pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) como o Dia Internacional de Conscientização sobre o Albinismo, o dia 13 de junho é dedicado a incentivar a população a acabar com o preconceito contra os albinos e a apoiar a união das pessoas que t√™m essa condição genética, considerada rara.

"Este é um assunto que precisa ser muito discutido, não apenas anualmente, mas rotineiramente e em todo tipo de ambiente. A m√≠dia televisiva, com todo seu alcance, aborda o tema em novelas, em que profissionais e pessoas com essa condição levam para a ficção as dificuldades encontradas na vida real, aumentando a propagação da informação. Esta é uma das formas de mostrar como os obst√°culos podem ser superados. Assim, crianças e adultos albinos se sentirão melhor onde estiverem", explicou a psicóloga Natalie Schonwald, que também é pedagoga e faz palestras sobre inclusão e diversidade.

Para Natalie, que trabalha na √°rea da educação e alfabetização com os anos finais da educação infantil e iniciais do ensino fundamental I, a desinformação prejudica a vida das crianças albinas e pode lev√°-las à exclusão social. Segundo ela, um esforço para reduzir as consequ√™ncias psicológicas decorrentes do albinismo é começar, desde a educação infantil, a explicar a essas crianças que a condição não as impede de ter uma boa vida social e participar de qualquer tipo de atividade.

"Assim como ocorre com qualquer defici√™ncia, o albinismo não é amplamente discutido na sociedade, e a falta de conhecimento é o que gera preconceito. Muitas vezes, a desinformação impede a sociedade de lidar adequadamente com indiv√≠duos albinos. Isso pode levar crianças a enfrentar dificuldades de relacionamento, pois seus colegas podem se afastar, resultando em danos psicológicos que necessitam de cuidados. O albinismo é um dist√ļrbio genético que precisa ser compreendido e tratado com sensibilidade", observou Natalie.

De acordo com a psicóloga, crenças e mitos associados à apar√™ncia dos albinos, assim como outras dificuldades, devem ter como foco o acolhimento. Ela ressaltou que nenhuma criança nasce preconceituosa e que isso vem da sociedade, por isso o ambiente escolar é prop√≠cio para quebrar estigmas e transformar cidadãos, mostrando que o preconceito não tem nada de positivo.

"Nós, enquanto educadores, podemos trabalhar por meio de diversas atividades como rodas de conversa, pesquisas, bate-papos com as crianças que t√™m albinismo para entender quais as suas dificuldades e como se sentem no ambiente escolar. Essas propostas devem ser desenvolvidas de acordo com cada faixa et√°ria e intenção de cada conte√ļdo, pois uma pauta pode abranger v√°rias disciplinas", complementou a educadora.

Cuidados

A falta de melanina diminui a proteção da pele e facilita a entrada de raios nocivos. Por isso, pessoas de todas as idades precisam se prevenir contra os danos causados pelo sol e pela luz ultravioleta. Para pessoas com essa condição os riscos de desenvolverem lesões, câncer e queimaduras solares é aumentado. J√° nos olhos, além da fotossensibilidade, podem ter astigmatismo, hipermetropia e nistagmo, que é o movimento irregular dos olhos.

"Por isso, é recomendado o uso de protetor solar, igual ou maior que 50, e vestimentas com fator de proteção. Para os olhos, é fundamental o uso de óculos escuros para a sa√ļde ocular. Esses são os principais desafios de sa√ļde enfrentados pelos albinos – fora olhos, pele e cabelo, nenhum órgão é afetado", esclareceu a dermatologista, cl√≠nica geral e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) Juliana Lewi, que também alerta para a necessidade de acompanhamento permanente do indiv√≠duo por um profissional da √°rea.

Além disso, Juliana destacou a importância das campanhas de conscientização do portador e de toda a sociedade, que, com as informações corretas, pode ter elementos para ser mais compreensiva e desenvolver a empatia. De acordo com a profissional, assim como os pais e as escolas, a comunidade médica também deve combater o estigma gerado em torno do assunto com a finalidade de promover uma maior inclusão dos indiv√≠duos com albinismo.

"É necess√°rio fazer campanhas na televisão, além de outros tipos de propaganda que expliquem a doença, j√° que a conscientização é fundamental para evitar o preconceito. E também divulgar mais o Dia Internacional de Conscientização do Albinismo, uma data muito importante para educar a população sobre as diferenças fenot√≠picas que existem e fazer as pessoas albinas se sentirem acolhidas por todos", disse.



Fonte: Agência Brasil

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