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A Secretaria da Sa√ļde do Rio Grande do Sul confirma mais duas mortes por leptospirose

A Secretaria da Sa√ļde do Rio Grande do Sul confirmou mais duas mortes por leptospirose relacionadas às enchentes registradas no estado.

Por Redação Agência Brasil em 24/05/2024 às 13:42:47

A Secretaria da Sa√ļde do Rio Grande do Sul confirmou mais duas mortes por leptospirose relacionadas às enchentes registradas no estado. As v√≠timas são dois homens, de 56 e 50 anos, moradores do munic√≠pio de Cachoeirinha e da capital Porto Alegre.

Em nota, a secretaria informou que a confirmação se deu após resultado positivo de amostras analisadas pelo Laboratório Central (Lacen) do estado. O óbito do residente de Cachoeirinha ocorreu em 19 de maio. J√° a morte do morador da capital ocorreu em 18 de maio.

Os outros dois óbitos registrados anteriormente e relacionados ao per√≠odo de enchentes aconteceram nos munic√≠pios ga√ļchos de Venâncio Aires e Travesseiro. H√° ainda quatro mortes em investigação para a doença nas cidades de Encantado, Sapucaia, Viamão e Tramanda√≠.

Apenas em maio, o estado j√° confirmou 54 casos da doença. Outros casos e óbitos j√° haviam sido registrados antes do per√≠odo de calamidade p√ļblica enfrentado pelo Rio Grande do Sul. Dados do Ministério da Sa√ļde mostram que, em 2024, até 19 de abril, foram contabilizados 129 casos e seis óbitos. J√° em 2023, foram 477 casos e 25 óbitos.

"Mesmo que a leptospirose seja uma doença end√™mica, com circulação sistem√°tica, episódios como alagamentos aumentam a chance de infecção. Por isso, é importante que a população procure um serviço de sa√ļde logo nos primeiros sintomas: febre, dor de cabeça, fraqueza, dores no corpo (em especial, na panturrilha) e calafrios", destacou a secretaria.

Entenda

A leptospirose é uma doença infecciosa febril aguda e transmitida a partir da exposição direta ou indireta à urina de animais (principalmente ratos) infectados, que pode estar presente na √°gua ou lama de locais com enchente.

O cont√°gio pode ocorrer a partir do contato da pele com √°gua contaminada, além de mucosas. Os sintomas surgem normalmente de cinco a 14 dias após a contaminação, podendo chegar a 30 dias.

"Considerando o atual cen√°rio de chuvas e cheias em v√°rias regiões do estado, casos suspeitos oriundos de √°rea de alagamento e com sintomas compat√≠veis com leptospirose devem iniciar tratamento medicamentoso imediato. Quando poss√≠vel, deve ser coletada amostra a partir do sétimo dia do in√≠cio dos sintomas para envio ao Lacen", destacou a secretaria.

O tratamento com o uso de antibióticos deve ser iniciado no momento da suspeita por parte de um profissional de sa√ļde. Para casos leves, o atendimento é ambulatorial. Em casos graves, a hospitalização deve ser imediata, visando evitar complicações e diminuir a letalidade. A automedicação não é indicada.

"Ao suspeitar da doença, a recomendação é procurar um serviço de sa√ļde e relatar o contato com exposição de risco. O uso do antibiótico, conforme orientação médica, est√° indicado em qualquer per√≠odo da doença, mas sua efic√°cia costuma ser maior na primeira semana do in√≠cio dos sintomas."

Limpeza

Em locais invadidos por √°gua de chuva, a recomendação da secretaria é fazer a desinfecção do ambiente com √°gua sanit√°ria (hipoclorito de sódio a 2,5%), na proporção de um copo de √°gua sanit√°ria para um balde de 20 litros de √°gua.

Outras medidas de prevenção são: manter os alimentos guardados em recipientes bem fechados, manter a cozinha limpa sem restos de alimentos e retirar as sobras de alimentos ou ração de animais domésticos antes do anoitecer.

Além disso, manter o terreno limpo e evitar entulhos e ac√ļmulo de objetos nos quintais são medidas que ajudam a evitar a presença de roedores. A luz solar também ajuda a matar a bactéria.

Vigilância

Desde o in√≠cio das enchentes, o Centro Estadual de Vigilância em Sa√ļde monitora doenças e agravos relacionados a esse tipo de calamidade.

Até esta quinta-feira (23), foram notificados 1.140 casos de leptospirose, dos quais 54 foram j√° foram confirmados; um caso de tétano acidental; 83 casos em que foi preciso administrar o esquema antirr√°bico; e 27 acidentes com animais peçonhentos.



Fonte: Agência Brasil

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