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Vacina contra a dengue usada no Brasil Ă© prĂ©-qualificada pela Organização Mundial da SaĂșde (OMS)

A Organização Mundial da SaĂșde (OMS) informou nesta quarta-feira (15) que prĂ©-qualificou a vacina Qdenga, produzida pelo laboratório japonĂȘs Takeda e atualmente usada para imunização contra a dengue no Brasil.

Por Redação Agência Brasil em 15/05/2024 às 22:39:28

A Organização Mundial da SaĂșde (OMS) informou nesta quarta-feira (15) que pré-qualificou a vacina Qdenga, produzida pelo laboratório japonĂȘs Takeda e atualmente usada para imunização contra a dengue no Brasil. Este é o segundo imunizante que combate a doença pré-qualificado pela entidade.

Em nota, a OMS define a Qdenga como uma vacina viva atenuada que contém versões enfraquecidas dos quatro sorotipos do vĂ­rus causador da dengue. A organização recomenda que a dose seja aplicada em crianças e adolescentes de 6 a 16 anos em locais com alta transmissão de dengue.

Ainda de acordo com a OMS, a Qdenga deve ser administrada em esquema de duas doses com intervalo de trĂȘs meses entre elas – mesmo esquema vacinal atualmente adotado no Brasil.

"A pré-qualificação é um passo importante na expansão do acesso global a vacinas contra a dengue, uma vez que torna a dose elegĂ­vel para aquisição por parte de agĂȘncias da ONU [Organização das Nações Unidas], incluindo o Unicef [Fundo das Nações Unidas para a Infância] e a Opas [Organização Pan-Americana da SaĂșde]", avaliou o diretor de regulação e Pré-qualificação da OMS, Rogerio Gaspar.

"Com apenas duas vacinas contra a dengue pré-qualificadas até o momento, esperamos que mais desenvolvedores de vacinas se apresentem para avaliação, para que possamos garantir que as doses cheguem a todas as comunidades que necessitam delas", completou. A outra dose pré-qualificada é a da Sanofi Pasteur.

Vacinação no Brasil

No Brasil, a Qdenga começou a ser aplicada na rede pĂșblica de saĂșde em fevereiro. Em razão da quantidade limitada de doses a serem fornecidas pelo próprio fabricante, a imunização é feita apenas em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos de idade, faixa etĂĄria que concentra o maior nĂșmero de hospitalizações depois dos idosos.

Pessoas com mais de 60 anos não tĂȘm indicação para receber a dose em razão da ausĂȘncia de estudos clĂ­nicos.

Anvisa

O imunizante teve seu registro aprovado pela AgĂȘncia Nacional de Vigilância SanitĂĄria (Anvisa) em março de 2023. O processo permite a comercialização da vacina no Brasil, desde que mantidas as condições aprovadas. Em dezembro do ano passado, o ministério anunciou a incorporação do insumo no Sistema Único de SaĂșde (SUS).



Fonte: AgĂȘncia Brasil

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